Relato de Parto – Nascimento da Catharina

Inicio este post relembrando como foi o meu parto do nascimento da minha filha Catharina… Passa em minha mente como se fosse um filme rodando bem devagar, com direito a flashes dos momentos mais marcantes! Resgato o texto escrito por mim e postado em meu perfil no Facebook. Percebo que algumas partes me escaparam… Então espero complementar aqui! 😉

“Tudo começou com cólicas localizadas na região inferior do abdômen por volta das 19h do dia 23 que a mamãe julgava serem cólicas intestinais… Por volta das 22h mandei whatsapp para a doula que me tranquilizou recomendando relaxar no banho e dormir. Assim o fiz. Porém foi difícil dormir a partir das 2h… Às 6h acordei o papai reclamando das cólicas e disse que não era normal… Pedi contatar à Cátia novamente. Finalmente ela viria à minha casa. Às 7h senti um espicho de sangue… Logo após saiu o tampão. Senti meio assustada e sem entender exatamente o que estaria me acontecendo… O ritmo das cólicas que, na verdade, seriam as contrações só aumentava cada vez mais e rapidamente! (Não entrei em mérito para realizar a tal de contagem que todos diziam para fazer!) Senti um enorme alívio quando a Cátia chegou. Senti-me segura. Não tinha preparado a bolsa maternidade e a nossa casa estava um caos, pois estávamos ainda preparando o quarto da Catharina… (Na verdade graças à insistência do papai Roberto Leandro as roupinhas da Catharina haviam acabado de serem lavadas! E o quarto ainda estava pintando…) Então foi um corre corre do Roberto Leandro e da Cátia (para montarem a bolsa maternidade e incluir as minhas coisas). A mim coube apenas relaxar e concentrar em minhas contrações. (Fiquei ora sentada, ora deitada… Não imaginava que ficaria tão quieta, logo eu, tão ativa! Imaginava que seria tranquilo e que caminharia… Que nada, as dores me deixavam desconcentrada!) Tentei tomar café e desisti. Tinha perdido fome e tudo o que queria era ir logo ao hospital e lá fomos nós. (Cátia nos levou no carro dela e eu fui no banco atrás, deitada. Só conseguia me concentrar nas minhas contrações e dores!. A caminho para o hospital notei que a Cátia falava ao telefone. Soube que dra Mariana Carvalho que nos acompanhou nas consultas pré-natais estaria ocupada com outra parturiente. Então viria em seu lugar o dr. Phillipe Godefroy que é meu conhecido e amigo! Meu marido sabia que minha primeira escolha de hospital é o HCN (Hospital de Clínicas de Niterói), mas que por algum motivo não fomos lá e sim ao Hospital Icaraí que era a minha 2ª escolha.)
Chegando ao hospital fui recebida pelo dr. Philippe Godefroy e me senti confortada. Vinha um funcionário para me colocar na cadeira de rodas (!?!) e prontamente recusamos. Fomos até à uma sala de consultório, onde permaneci aguardando. Fui examinada pelo dr. Philippe (exame de toque) que constatou que estava com aproximadamente 6 a 7 cm de dilatação! Mediram minha pressão (e me disse que estava tudo bem!) que somente um dia após soube que estava a 15/7! Uma das enfermeiras me vestiu com o avental voltado pra trás e Cátia questionou. Disse que seria pra eu receber anestesia. Prontamente ela deu recado que não queria. A enfermeira me olhou e Cátia me transmitiu o recado e eu prontamente confirmei. Pronto, vesti o avental com fecho pela frente e fomos andando até à sala de parto. Dr. Philippe estava lá preparando a banheira. Era tudo o que eu esperava. Logo mais fui lá (à banheira) e ficaram regulando a temperatura e o nível da água. Permaneci lá não sei por quanto tempo… Tentei relaxar… Conversei… Comi, bebi água, recebi massagens relaxantes da Cátia… E quando vinham as ondas de dores das contrações sentia a necessidade de apertar algo… Toalha, mãos do Roberto Leandro, da Cátia… Ah as mãos da Cátia eram tudo que eu queria! (Rsrsrs que ela me perdoe!) Me transmitiam segurança! Enfim resolvi sair da banheira pois não me sentia confortável com a água esfriando e baixando, mesmo que tenham me ajudado a regular. Fui para a maca buscar posição, nada… Tentei ficar em pé ou andar, também não quis… Fui na banqueta e me aquietei. Mas me disseram que não era muito bom… Voltei a procurar posição na maca com orientação e ajuda, sem êxito. Pedi para ir ao banheiro e assim que sentei no vaso senti uma ‘explosão’ e alertei ao Roberto Leandro que se encontrava próximo para ela sair e confesso que me assustei. (Assustei pelo fato de estar sentada no vaso sanitário e me travei para evitar que ela saísse ali! Exatamente neste momento em que o dr. Phillipe tinha saído da sala e a Cátia dando uma pausa, o Roberto Leandro se virando de costas e eu consegui chamá-lo com um chute a tempo!) Pensei que a Catharina já vinha. E estava mesmo! Estava coroando! Pedi banqueta e ali permaneci, com o Roberto Leandro sentado atrás de mim e me senti confortada! Dr. Philippe colocou minha mão lá embaixo e pude sentir o cabelinho, a cabecinha da Catharina! Era real! Queria que ela saísse logo! Mas aquela força expulsiva não vinha… Tentei fazer força mas de repente senti medo e travei o trabalho de parto. Permaneci assim por umas duas horas, respirando, me concentrando. Era como se existisse somente eu e ela! Qualquer movimentação me atrapalhava. Via as enfermeiras entrarem e saírem. Parou uma pessoa atrás e perguntei à Cátia “Quem é essa pessoa?!?”, aquilo me desconcertou! (A Cátia pediu para que saíssem da sala, graças a Deus! Estavam me incomodando ver pessoas que nunca vi em minha vida ficarem ali paradas, me assistindo!). Assim que as pessoas saíram voltei a si mesma e o dr. Philippe me disse que eu precisava de ajudar a Catharina. Novamente pôs minha mão para senti-la. (Nem sabia que estava empelicada!) Foi aí que me decidi que era a hora. E o Roberto Leandro me incentivando o tempo todo. Comecei a falar comigo mesma (falava comigo assim mentalmente, “força, força, força!” “Catharina, minha filha, vem!”), pois eu já estava exausta e precisava reunir aquela força para que nasça a Catharina e não foi o que eu consegui??? Senti-a descer, o corpinho dela escorregando rapidamente! (Junto com ela a bolsa se rompeu!) Aquela dor, aquela queimação no momento de expulsão desapareceu que nem uma mágica! (Era sim aquela tal famoso ‘círculo de fogo’! Ardência… ) Esqueci completamente, pois sentia o corpo gelado da Catharina em mim, no meu colo… Ah como ela berrava, chorava e eu a acalmando, a aquecendo… Olhava para ela e logo foi amamentada… Perdi noção do tempo… Era eu e ela. (Neste exato momento nada absolutamente nada importava, o mundo era só nós duas: eu e ela! Ninguém mais existia! Eu e ela!) Simplesmente assim! Foi aí então que nascia também a mamãe! Ah mas como era tão bom sentir o cheirinho, o calorzinho daquela pequena criatura Catharina! Que amor!

Agradeço a Deus pela oportunidade ímpar de ter parido lindamente e de forma natural a nossa filha Catharina, agradeço ao papai Roberto Leandro por ter participado de todo o processo, desde a concepção até o nascimento, agradeço à dra. Mariana Carvalho por ter nos acompanhado nas consultas pré natais, agradeço à doula Cátia Carvalho pela sua orientação espetacular e apoio constante antes, durante e após o parto, agradeço ao dr. Philippe Godefroy por ter me ajudado a parir de forma humanizada e pelo apoio e assessoramento durante e após o parto!

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4 comments

    Adorei seu relato amiga ,Sabrina, parabéns pela criação dessa página, que só v a somar! Beijo no coração!!

    Hadilson Rodrigues da Silva | 1 ano ago Responder

      Obrigada Hadilson! Espero que possa acompanhar e compartilhar! Beijos!

      Sabrina Lage | 1 ano ago Responder

    Que lindo querida! Parabéns!

    Girlaine Duque | 1 ano ago Responder

      Obrigada pelo carinho, Girlaine! Beijo!!!

      sabrinaglage | 9 meses ago Responder

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